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ASSOCIAÇÕES DE PETROLEIROS PROTESTAM NO 2 DE JULHO

2 DE JULHO

TRABALHADORES OCUPARAM AS RUAS EM DEFESA DA PETROBRAS

A defesa da Petrobras foi um dos marcos das manifestações políticas no cortejo cívico do 2 de julho, deste ano. Da Lapinha até o Terreiro de Jesus centenas de petroleiros – da ativa e aposentados -, com familiares, amigos e trabalhadores de outras categorias reforçaram a marcha em defesa de um dos maiores patrimônios do povo brasileiro.

Os manifestantes denunciaram as agressões do governo Temer contra a empresa, que visam o desmonte e a total privatização. Para aposentados, pensionistas, anistiados e segurados da Petros, os ataques à Petrobras são ainda mais graves porque, além dos prejuízos ao País e à população, afetam diretamente a sobrevivência dos que dedicaram suas vidas à construção da companhia.

A concentração teve início logo no início da manhã, na Lapinha, onde foram distribuídos os cartazes e faixas produzidos pelo Coletivo de Entidades em Defesa da Petrobras, que reúne além da Abraspet, a Aepet, Astape, CEPE-SSA, Fenaspe, Apape, Feasapeb, Sindipetro e o Grupo Tortura Nunca Mais. As entidades também levaram camisetas especialmente confeccionadas para a manifestação.

Durante mais de três horas, as ruas do trajeto cívico foram tomadas pelos manifestantes que também fizeram uma grande panfletagem com o seguinte texto:

“Defender a Petrobras é defender preços justos para os combustíveis e gás de cozinha

A defesa da Petrobras, além de fundamental para o País é urgente. A perversa política de preços imposta pelo governo Temer foi exposta de forma contundente pela greve dos caminhoneiros. Por trás de tudo, está a intenção de entregar o petróleo do Brasil às empresas internacionais.

Os preços definidos para os combustíveis, incluindo o gás de cozinha, foram elevados de maneira artificial pelo governo, para dar lucro às multinacionais do petróleo e aos acionistas.

O preço do óleo diesel nas refinarias deveria ser hoje de R$ 1,40 por litro. Isso para cobrir os custos de produção, refino, transporte, e considerando a remuneração da empresa com margem de lucro em torno de 50%.

Mas o governo Temer impõe à Petrobras que venda o litro do diesel por mais de R$ 2,33, o que representa uma margem de lucro de 150%, considerada altíssima em qualquer lugar no mundo. É essa mesma política de preços que vem sendo imposta à gasolina, gás de cozinha e demais derivados.

Por tudo isso, a população tem que entrar firme nessa luta, para garantir que a Petrobras seja gerida pelos interesses nacionais, em benefício do povo e do desenvolvimento do País. Chega de administradores que representam dentro da empresa brasileira os interesses das multinacionais.”

Os manifestantes ainda estavam com toda disposição de seguir pelas ruas da cidade, mas era dia de jogo da Seleção Brasileira e os protestos do 2 de julho foram encerrados por volta das 11h, no Terreiro de Jesus.

Os aposentados conhecem bem o caminho da luta e da resistência. A mobilização é crescente e todos devem continuar engajados nas atividades propostas pelas entidades representativas da categoria.

 

Ney Sá.

Jornalista