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ABRASPET & GTNM-Ba A LUTA EM DEFESA DA PETROBRAS CONTINUA

Ato político marca os 35 anos da greve histórica de 1983

Para marcar a histórica greve dos petroleiros de 1983, a Abraspet, em conjunto com o Grupo Tortura Nunca Mais, promoveram um debate, no dia 3 de maio, no Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), com o tema “Greve de 1983 – 35 anos em defesa da soberania nacional”. A ocasião foi oportuna ainda para discutir a atualidade da mobilização em defesa da Petrobras, que neste momento está sob pesado ataque do governo Temer, cujo objetivo é desmontar completamente a empresa.

O evento foi oportunidade ainda de mais uma exibição do filme produzido pela Abraspet que resgata a história da greve e suas repercussões nas vidas dos petroleiros. O documentário reúne depoimentos de lideranças nacionais como Jair Meneguelli e Jacó Bittar, além do então presidente do Sindipetro Bahia, Germino Borges.

Além de relembrarem a greve e o momento político que o Brasil viveu na década de 80, os debatedores trouxeram importantes informações sobre a atual conjuntura, apontando para a retomada da organização dos trabalhadores e da população em defesa de um dos principais patrimônios do País que é a Petrobrás. A coordenação da mesa ficou a cargo da diretora Marivalda Pinho, da Abraspet.

Palestras

Após a saudação do presidente da Abraspet, Raimundo Lopes, falou o presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Joviniano Netto, rememorando o caráter político da greve de 83, que tinha o nacionalismo como um de seus principais valores na luta em defesa do patrimônio nacional. A greve teve papel decisivo naquele momento para barrar o desmantelamento da Petrobras que ganhava corpo no fim do regime militar. Chamando a atenção para o fato de que o ataque está se repetindo, Joviniano ressaltou a importância de preservarmos viva a memória das lutas e dos lutadores.

Na sequência, o diretor da Abraspet, Luciano Campos, fez uma verdadeira palestra sobre a greve histórica. Relembrou também as etapas de criação da Petrobras e enalteceu o trabalho dos petroleiros brasileiros, ao longo dos anos, para fazer da Petrobras a potência que é hoje. Luciano lembrou as diversas tentativas – sob o comando dos Estados Unidos -, para inviabilizar a criação da Petrobras.

Falando sobre a crise política que vivemos no Brasil, hoje, Luciano conclamou todos à mobilização em defesa da Petrobras, da Petros e pelo reconhecimento e manutenção dos direitos dos anistiados. O diretor cobrou com veemência a reparação dos demitidos de 83 que, até hoje, esperam que a justiça seja feita.

A diretora do Grupo Tortura Nunca Mais, Diva Santana, que também integrou a mesa de debates, fez um relato sobre as vítimas da ditadura militar e os impactos desse período sombrio de nossa história. Diva, viveu na pele o drama familiar do arbítrio, o autoritarismo e da tortura, lembra que até hoje são visíveis os reflexos disso nas vidas de milhares de famílias de mortos e desaparecidos, cujos relatos e sofrimento ela vem acompanhando desde a época em que lutava contra a ditadura.